Breve História de Capitão Poço - PA
O nome “Capitão Poço” é uma homenagem ao explorador conhecido como Capitão Possolo, integrante do mesmo grupo que teria chegado à região em 15 de junho de 1945. Sua nacionalidade ainda é desconhecida, o que se sabe, é que ele era um pirata, provavelmente espanhol ou peruano, e pela dificuldade encontrada na pronúncia do seu nome passou-se a ser chamado Capitão Poço, nome este dado também ao Igarapé que corta a cidade.
Capitão Poço naquele tempo era mata fechada, onde só existiam grupos indígenas às margens dos igarapés e madeireiros que exploravam as madeiras de lei (Cedro e Feijó), transportadas por pequenas jangadas pelo igarapé Capitão Poço e pelo Rio Guamá.
Aos poucos, Capitão Poço começava a ganhar forma de vila, saindo do isolamento com a abertura de estradas interligando-o com outras cidades como a rodovia Capitão Poço/Ourém, construída entre os anos de 1947 - 1950 possibilitando a chegada de outras famílias que fixaram-se, principalmente às margens dos igarapés e no centro da cidade, dentre eles dentistas, professores, barbeiros e outros.
A primeira missa (já na comunidade) foi celebrada em 25 de março de 1947 pelo Pe. Miguel Maria Giambelli, que pela falta de um templo, foi celebrada às sombras de uma mangueira próxima à residência da senhora Filomena Coutinho (atualmente na Rua 29 de Dezembro). A Igreja foi construída somente um ano depois.
A vila de Capitão Poço passou por um processo de desenvolvimento, principalmente por causa do setores agrícolas e pecuários, além da distribuição de terras para
Capitão Poço foi elevada a categoria de Município através do Decreto de Lei de nº 2.460 de 29 de Dezembro de 1961 de autoria do deputado Avelino Martins e sancionada pelo então Governador do Estado do Pará Aurélio Corrêa do Carmo, que logo em seguida nomeou como o primeiro interventor de Capitão Poço, o Sr. Francisco Farias de Albuquerque, que ocupou o cargo até as primeiras eleições municipais vencida pelo Sr. Raimundo Carvalho Siqueira e Miguel Coutinho Aguiar, seu vice.
CAPITÃO POÇO HOJE
Capitão Poço atualmente é uma cidade bem desenvolvida em relação a outras bem mais antigas. A pecuária passou a ter destaque importante no desenvolvimento da cidade suplantando até mesmo a agricultura, que com o esgotamento das terras cultiváveis foi perdendo gradativamente seu espaço, mesmo assim, Capitão Poço é conhecida em vários lugares (até fora do Estado) como a “terra da laranja doce” e da pimenta do reino. Outro fator de fortalece a economia local é o funcionalismo público (estadual e municipal) e os serviços autônomos. O comércio na cidade é forte, dezenas de lojas se instalaram gerando emprego e renda, elevando os indicadores econômicos e diminuindo a taxa de desemprego.
Segundo os dados do Senso realizado em 2004, a cidade possui cerca de 53.000 habitantes, sendo que desses, 30.000 residem na zona rural.
AS TRANSFORMAÇÕES
Desde 1961 a cidade de Capitão Poço passou por uma série de transformações sociais, ambientais e econômicas. O que antes não passava de um “Arraial”, como foi a primeira sugestão para o nome da cidade, agora tornou-se uma grande cidade.
A paisagem sofreu fortes mudanças e o meio ambiente foi bastante alterado. O Igarapé Capitão Poço, por exemplo, antes utilizado para transportar madeiras em pequenas jangadas, hoje sequer, consegue escoar a água da chuva quando em grande proporção provocando em algumas vezes inundações como a de 2006, deixando várias casas destruídas e pessoas desalojadas.
ENTREVISTAS
J.E: Como era Capitão Poço? “Era apenas uma pequena vila pertencente a Cidade de Ourém. O crescimento da população iniciou nas proximidades dos igarapés, a partir da imigração de famílias cearenses e outras que moravam mais próximas daqui”. Raimundo Moraes Aguiar – 62 anos. “Viemos morar aqui em 1956 para trabalhar na agricultura, graças ao governo da época que dividiu as terras e as doou para as famílias que aqui chegaram, a fim de produzirmos arroz, malva e depois, com o desgaste do solo, começamos a plantar pastos”. Clodoaldo Carvalho de Mendonça – 55 anos. “O desenvolvimento de Capitão Poço começou a partir da construção das estradas que a ligada com outras cidades próximas, e a também das pontes, e depois começaram a se instalarem os órgãos públicos”. José Pires Coelho – 50 anos. “Assim que cheguei aqui, já havia alguns órgãos públicos, alguns bairros começando a se formarem como o bairro do Gasolina, Marupá, JR e Coutilândia”. Francisca Ribeiro de Lima – 30 anos. Fonte: Entrevistas realizadas com moradores mais antigos da cidade.
Edição: Prof. Allanildo Araújo Fotografias: Profª Francisca Ryane Entrevistas: Profª Aline Bezerra
Capitão Poço (Passado e Presente)

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