Tese de doutorado revela práticas nazistas no Brasil
O historiador Sidney Aguilar Filho chegou ao tema da pesquisa por
indicação de uma aluna, que mencionou em aula ter encontrado tijolos
marcados com a suástica nazista na fazenda da família, no interior de
São Paulo,
Foto: Antoninho Perri/Unicamp/Divulgação
Foto: Antoninho Perri/Unicamp/Divulgação
Foi pela indicação de uma aluna, que mencionou em aula ter encontrado
tijolos marcados com a suástica nazista na fazenda da família, no
interior de São Paulo, que o historiador Sidney Aguilar Filho teve o
primeiro contato com aquele que viria a ser seu objeto de estudo durante
quatro anos e meio. "Eu não fui atrás do tema, foi realmente uma
coincidência", esclarece o autor da tese Educação, autoritarismo e eugenia: exploração do trabalho e violência à infância desamparada no Brasil (1930-1945).
Na tese do historiador, é possível ter acesso à história da
transferência de 50 meninos órfãos ou abandonados, considerados
oficialmente pretos ou pardos (apenas dois deles eram brancos, segundo
documentos oficiais). O grupo foi levado do Educandário Romão de Matos
Duarte, no Rio de Janeiro, na época capital do Brasil, para a fazenda
Santa Albertina, pertencente à rica família Rocha Miranda, localizada em
Campina do Monte Alegre, uma área com forte presença de simpatizantes
do movimento integralista, durante as décadas de 1930 e 1940, no
interior do Estado de São Paulo.
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Fonte:
http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI6136519-EI8266,00-Tese+de+doutorado+revela+praticas+nazistas+no+Brasil.html
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